# Sobre o LAPCIP

05/02/2018 09:37

A proposta deste Laboratório nasce do desejo dos professores Ana Lúcia Mandelli de Marsillac, Louise Amaral Lhullier e Fernando Aguiar Brito de Sousa pertencentes ao Departamento de Psicologia em parceria com o professor Nestor Habkoste pertencente ao Departamento de Metodologia de Ensino, de fortalecer a pesquisa, a extensão e o ensino da psicanálise na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nossas trajetórias acadêmicas vêm em consonância a esse campo de saber, na sua intersecção com as interações políticas e os processos criativos, trazendo uma configuração diferencial a este Laboratório em relação aos demais existentes nessa Universidade.

Decorrente do Grupo de Pesquisa: Psicanálise, Invenção e Arte, devidamente registrado junto ao CNPQ e do Núcleo de Estudos em Psicanálise (NEP), vinculado a esse Departamento, o LAPCIP propõe tornar-se um dispositivo de incremento e renovação de suas ações. Cabe destacar que os membros desse coletivo contam com extensa produção intelectual nessa área. Além disso, já dispõem de parcerias de trabalho com outros, alocados em Universidades tais como Paris 8 (França), UNSAM – Universidade San Martin – (Argentina), Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil).

Salientamos que o termo “interações políticas” visa destacar o compromisso do trabalho deste grupo com as questões da polis, seu desejo de inserção na vida da cidade e sua consciência de que nenhuma ação humana que implique em laço social é isenta das questões de poder. “A reflexão crítica é a essência de toda autêntica política (enquanto distinta do meramente “político”, isto é, do que está ligado ao exercício do poder)” (BAUMAN, 2000, p. 90).

Levamos ainda em conta a noção de “interações da psicanálise”, proposta pela professora francesa Sophie de Mijolla-Mellor (2004): “Esse termo sublinha que, antes de interessar aos outros campos do saber ou da cultura, é a própria psicanálise que tem interesse nesses campos, na medida em que eles são parte constitutiva dela mesma” (p. 45)Ao finalizar seu artigo ‘O interesse na psicanálise’, de 1913, Freud sublinha que não se impusera ali a tarefa de demonstrar, a um público cientificamente interessado, o alcance e o conteúdo da psicanálise, bem como seus pressupostos, problemas e resultados – mas antes evidenciar as áreas do saber para as quais ela seria de interesse, e quão variados os vínculos que, com essas áreas, começava a produzir” (Aguiar, 2002, p. 101). Dito de outra maneira, esse interesse pelos outros campos que desde o início e ao longo do tempo fez parte da experiência psicanalítica é aquele mesmo demonstrado por Freud ao criar e desenvolver a sua disciplina.

Sendo assim, a constituição desse Laboratório vem consolidar a pesquisa, a extensão e o ensino em psicanálise, processos criativos e interações políticas no Departamento de Psicologia, conferindo peso institucional às suas ações e subsidiando a consolidação de novos convênios e parcerias.

Desde sua criação em 2014 aos dias atuais, nosso laboratório cresceu e conta com a colaboração de novos pesquisadores. São eles: Dra. Beatriz Guimarães (APPOA), Profa. Lucienne Martins Borges, Profa. Mériti Sousa e Profa. Marcela Gomes.