Minicursos
Minicursos
18 de Novembro de 2022
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Os sinais de sofrimento psíquico no infans
Horário:
Das 9h30 às 11h (PT) (06:30 às 08:00 BR)
Modalidade: Online
Ministrante: Tanja Joy Schöner Lopes (Psicanalista – CPP/PT e ALI/FRA)
Os primeiros anos de vida têm um papel preponderante na constituição do psiquismo. O desenvolvimento do humano não ocorre fora de um contexto cultural. Pelo contrário, decorre sempre numa associação entre aspectos orgânicos (de crescimento e maturação) e aspectos psíquicos (da constituição do bebê produzida em relação com o seu “Outro” materno, familiar, escolar e social). O ritmo e o modo de funcionamento não são instintivos, são pulsionais, ou seja, dependem da inscrição do prazer e do desprazer que se produz na relação do bebê com seu cuidador primordial. Assim, é possível e necessário detectar precocemente sinais de sofrimento psíquico no infans, dados a ver em seu corpo, através de suas produções, para se poder organizar, atempadamente, uma intervenção estruturante que favoreça sua constituição subjetiva.
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Clínica psicanalítica das psicoses: Fragmentos do corpo entre a reclusão e o transbordamento
Horário:
Das 11h30h às 13h (PT) (08:30 às 10:00 BR)
Modalidade: Híbrido
Ministrantes: Profa. Dra. Ana Lucia M de Marsillac (Psicanalista, UFSC e APPOA – BRA), Ms. Gerusa Morgana Bloss, Flávia Gizzi, Isadora Ortolan, Lilian Meira e Sara Chiamolera (UFSC- BRA).
Este minicurso busca colocar em análise a clínica psicanalítica das psicoses através de fragmentos da experiência de um projeto de acompanhamento terapêutico, que é realizado na Universidade Federal de Santa Catarina. Destacaremos, em um primeiro momento, como a psicanálise pensa a estrutura psicótica, o corpo na psicose e seus desdobramentos na clínica. Refletiremos sobre a fragilidade da concepção de corpo nesta estrutura, em que, por vezes, parece perder-se no espaço, ser invadido pelo outro e, assim, resigna-se ao ambiente privado, doméstico ou institucional. A partir dos princípios do cuidado em liberdade e da luta antimanicomial, compartilharemos estratégias na via do fortalecimento subjetivo, visando a reinserção desses acompanhados no laço social.
Recomendações de leitura:
GRASSI, Giulia; LANGE, Mariana; GUIMARAES, Beatriz; MARSILLAC, Ana L. O despertar de Iara In: Linhas do tempo: acompanhamento terapêutico na rede pública.1 ed. Porto Alegre: Rede Unida, 2022, v.1, p. 45-48.
LANGE, Mariana; GUIMARAES, Beatriz; MARSILLAC, Ana L. “Você acredita em sereias?” Sobre a escuta do delírio na clínica do acompanhamento terapêutico In: Linhas do tempo: acompanhamento terapêutico na rede pública.1 ed.Porto Alegre: Editora Rede Unida, 2022, v.1, p. 49-58.
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“Interludus Ateliês”: corpo e linguagem
Horário:
Das 15h às 16h30 (PT) (12:00 às 13:30 BR)
Modalidade: Híbrido
Ministrantes: Angela Baptista (Psicóloga e psicanalista)
Bianca Lima (fisioterapeuta e psicomotricista)
Este minicurso propõe-se a compartilhar o nosso testemunho a partir da experiência alcançada com o trabalho que desenvolvemos denominado Interludus Ateliês, cuja proposta é de uma prática interdisciplinar mediada por nós, Angela Baptista (Psicóloga/Psicanalista) e Bianca Lima (Fisioterapeuta/Psicomotricista), em atendimentos de grupos
com crianças/adolescentes. As intervenções e a formação dos grupos, acontecem a partir dos sintomas apresentados pelas crianças/adolescentes em resposta aos seus diferentes mal-estares.
Propomos relatar, ampliar reflexões, compartilhar os embasamentos teóricos e discorrer sobre os resultados alcançados nesta troca de experiências entre os participantes, em um fazer coletivo, mas com o cuidado e acolhimento feito por nós, nos âmbitos: individual e coletivo, a partir do brincar e sua riqueza nas experiências adquiridas, transitando entre os aspectos: percepto-motores, simbólicos, tônicos, afetivo-emocionais e cognitivos, a partir de nossas mediações a fim de serem introduzidos novos significantes para estes diferentes sujeitos, colaborando para uma nova apropriação de seus corpos, por estarem atravessados pelo desejo e pela linguagem, favorecendo para que os mesmos possam organizar a sua corporeidade e assim “ocupar” um novo lugar enquanto sujeitos no mundo.